Hoje, posso dizer, celebro minha segunda data de aniversário: um ano que fui resgatada da jaula onde vivia num quintal lá onde São George perdeu as botas para morar nesse apartamento cosmopolita no centro de Londres – nada mal! Eis algumas fotos minhas antes de ser adotada por eles, como vocês podem ver, fiz bem em jogar todo o meu charme e dar uma de carente, porque na hora que ela viu essas fotos, não pôde resistir e atravessou o país para ir me buscar:
Não sei se já contei aqui, mas nasci de parto cesariano, o que quer dizer que minha mãe ficou imprestável para procriação. Os criadores então a doaram e decidiram me manter por causa das minhas belíssimas pintas. Claro que a intenção era lucrar em cima de minhas qualidades bengais, mas eu não entrei nessa não – nunca deixei um felino chegar perto de mim, e depois de inúmeras tentativas mal-sucedidas sem filhotes a vista, eles resolveram desistir de mim e procurar lucrar com outras raças.
De dona da casa passei a prisioneira em uma gaiola de fundo de quintal, debaixo de chuva, neve, sol ou calor – talvez os criadores tivessem medo que as gatas tontas que eles conseguiram se contaminassem com meus pensamentos anarco-feministas (ou teriam sido as patadas que eu dava nelas quando se aproximavam de mim?). Nunca entendi muito bem o ostracismo. Alguns anos depois fui colocada para adoção (mediante uma pequena “ajuda de custo” para com minha ligação de trompas e vacinas). Por sorte, *Ela* estava a procura de uma gata para adotar – foi amor à primeira vista.
Fevereiro 10, 2008 às 7:11 pm
Uff… Que bom que acabou assim!
Fevereiro 14, 2008 às 3:05 pm
Ainda há histórias com final feliz!
Schleps e ron-rons da família Bixus